Especialista responde dúvidas de leitores sobre febre amarela

11/04/2009 | 07h10min

A Secretaria Estadual da Saúde estendeu para 272 municípios gaúchos as áreas de vacinação contra febre amarela. Diante do aumento da área de risco, crescem a preocupação e as dúvidas da população gaúcha com relação à doença. O diretor do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Francisco Paz, esclareceu algumas dúvidas de leitores de zerohora.com.

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Segundo o especialista, a febre amarela provocou a morte em 50% dos casos conhecidos no Brasil. Isto porque, uma vez infectado o paciente, não há medicação específica contra o vírus, que para algumas pessoas é altamente patogênico. A dúvida foi levantada por Agostinho Iarito Sato, de Caxias do Sul (RS).

Entre as dúvidas mais frequentes estão a validade e reações da vacina. Foi o caso de Luciana Locateli, de Cruz Alta (RS), e Leandro Decker, de Lajeado (RS), além de Grayce Kelly Bioen, de Carlos Barbosa (RS). Conforme Francisco Paz, a vacina garante a imunização por 10 anos.

— Há em alguns casos, raros, reações adversas graves. Não há tratamento específico.

Marco Blume, de Teotônia (RS), está em Vitória, Espírito Santo, e procurou pela vacina, mas relatou desconhecimento da população sobre a imunização.

— A vacina contra a febre amarela existe desde 1937. É exigida para ingresso em todos os países que apresentam a doença. O Brasil é o maior produtor desta vacina no mundo. No Espírito Santo não circula o vírus e , por conseguinte, não é disponibilizada a vacina. Apenas para quem se dirige a áreas de risco — explicou Paz.

O Rio Grande do Sul não registrava mortes por causa de febre amarela desde 1966. Porém desde o início deste ano, duas pessoas foram vítimas comprovadas da doença. Mesmo com a propagação, segundo Paz, aplicar a vacina em toda a população não seria a melhor medida de prevenção, como questionou Nivia Weterniks Moreira, de Porto Alegre (RS).

— A vacina pode trazer reações adversas graves. Por esta razão não tem sentido vacinar quem não está exposto ao risco. A Febre Amarela Silvestre só é transmitida pela picada do mosquito, que vive na mata e não sai de lá. Não há outra forma de transmissão, não havendo risco algum para quem não entra em contato com o mosquito transmissor. A vacinação só é indicada para quem mora em área de circulação viral ou vai se dirigir para tal área. Nestes casos o risco de contrair a doença é maior do que o risco de ter reação vacinal — disse o especialista.

Fonte: Zero Hora

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Data de criação: 24/04/2009
Última atualização: 20/03/2010

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