Febre amarela continua a matar a população

13 de abril de 2009

A epidemia de febre amarela se expande pelo País. No Rio Grande do Sul, o número de municípios em área de risco de contaminação da doença subiu de 201 para 272, já foram registrados 13 casos e seis mortes

A febre amarela ameaça cerca de 3,5 milhões de pessoas, 30% da população do estado do Rio Grande do Sul. O número de municípios em área de risco de doença subiu de 201 para 272.

A situação é de calamidade. Segundo o secretário de Saúde, Osmar Terra, “o estado passou a adotar a conduta científica recomendada pela Organização Mundial da Saúde, que é de vacinar e bloquear todas as regiões de risco onde existe a circulação do vírus da febre amarela” (O Globo Online, 10/4/2009).

A epidemia de febre amarela é letal. Quase metade dos infectados pelo vírus no Rio Grande do Sul morreram. Foram registrados 13 casos desde dezembro. Seis vítimas letais e sete continuam em estado de alerta.

O número pode aumentar já que outras sete pessoas ainda apresentaram sintomas da doença e aguardam os resultados de exames laboratoriais que determinarão se foram ou não infectados pelo vírus da febre amarela.

No Rio Grande do Sul, os números são alarmantes. Em sete meses, (de dezembro de 2008 a março de 2009), 1.287 bugios foram encontrados mortos com suspeita da doença. Osmar Terra declarou que “na febre amarela silvestre é preciso monitorar os animais, quando morre um bugio, vacinamos todas as pessoas da região. O protocolo científico não recomenda vacinação em massa. Se fizer a vacinação antes do tempo, pode morrer mais gente do que por uma provável transmissão” (Idem).

A epidemia se expande pelo País. O estado de São Paulo confirmou oito mortes por febre amarela. Duas mortes foram registradas nas cidades de Sarutaiá e em Itatinga. Seis casos foram registrados na cidade de Piraju, próximo da capital. Apenas 313 km separam uma verdadeira epidemia da maior cidade do país.

Segundo o diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Piraju, Márcio de Oliveira “Temos 42 casos suspeitos de febre amarela. Dos oito doentes confirmados, seis morreram e um permanece internado. Falta o exame da sétima vítima, mas é praticamente certo que a morte foi pela doença” (Idem).

O quadro é assustador. Apesar do mosquito transmissor se concentra em áreas rurais, a doença pode se deslocar rapidamente para as grandes metrópoles, porque a febre amarela pode ser transmitida pelo mesmo mosquito que transmite a dengue, o famoso Aedes Aegipty que assola a população com outra epidemia. O Aedes Aegipty transmite o vírus da febre amarela de 9 a 12 dias após ter picado uma pessoa infectada. Em áreas de fronteiras agrícolas, existe a possibilidade de adaptação do transmissor silvestre para o novo habitat.

Assim como a dengue, a epidemia de febre amarela é o resultado da decadência do SUS (Sistema Único de Saúde). A política criminosa dos governos burgueses é o principal problema na propagação da doença, e a população se vê cercada de todas as formas, já que a tendência é de que a infestação se agrave ainda mais pela falta de investimento em pesquisas e a total falta de verbas para o combate a epidemias.

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Data de criação: 13/04/2009
Última atualização: 20/03/2010

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