Governo recomenda vacinação contra febre amarela em 18 Estados
08/01/2009 – 12:41
SÃO PAULO – O governo intensificou a vacinação da população contra a febre amarela em Goiás e no Distrito Federal e recomendou ainda que todos os moradores e pessoas que forem visitar as regiões Norte, Centro-Oeste e os Estados de Minas Gerais e Maranhão se vacinem. Segundo o Ministério da Saúde, os viajantes, principalmente os que forem se hospedar em fazendas e reservas ecológicas, devem receber a vacina com 10 dias de antecedência.
Os Estados de São Paulo, Piauí, Paraná, Santa Catarina, Bahia e sul do Espírito Santo também são considerados áreas de risco potencial.
Segundo o Ministério da Saúde, a proteção da vacina dura por 10 anos e é contra-indicada apenas para crianças com menos de 6 meses de idade, pessoas com o sistema imunológico comprometido ou que estejam passando por radioterapia e alérgicas a gema de ovo. As grávidas precisam passar por avaliação médica antes de serem vacinadas.
O Ministério da Saúde deslocou no último final de semana 300 mil doses de vacina de seu estoque estratégico para o Centro-Oeste. “Minas Gerais, Amazonas e Paraná doaram 100 mil doses da vacina cada um”, afirmou na segunda-feira o secretário de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna. A medida foi tomada em resposta às mortes de macacos próximos de áreas urbanas em Goiás e no Distrito Federal, supostamente infectados pela doença.
Suspeita de febre amarela no DF
Os hospitais particulares de Brasília estão obrigados, a partir de hoje, a comunicar o governo sobre qualquer paciente suspeito de estar com febre amarela. A preocupação cresceu ainda mais depois que três pessoas foram internadas no Distrito Federal com sintomas da doença.
De acordo com informações da Secretaria de Saúde, o primeiro caso é um homem, de 38 anos, que não tomou a vacina e passou o final de ano na cidade de Pirenópolis, em Goiás. O paciente deu entrada no Hospital Santa Luzia na última sexta-feira, às 21h, com febre alta, dores no corpo e queda do estado geral.
O quadro evoluiu com complicações hepáticas e renais, confirmadas por exames laboratoriais. Nesta terça-feira o paciente morreu após apresentar insuficiência renal aguda. O resultado dos exames comprovando se ele contraiu febre amarela deve sair em seis dias.
Uma mulher, de 29 anos, vinda de um assentamento rural na cidade de Planaltina de Goiás foi internada no Hospital Regional de Sobradinho sábado à noite, com mal estar geral, dor abdominal, febre e vômitos. A Secretaria afirma que, como os exames laboratoriais de função hepática renal mostraram-se normais, a paciente não deve ser vítima da doença.
O terceiro caso é de um homem de 34 anos, de São Sebastião, que foi internado na sexta-feira no Hospital Regional da Asa Norte e morreu um dia depois. A necropsia foi realizada na segunda-feira e os exames macroscópicos não evidenciam a possibilidade de febre amarela, porém, a causa da morte só será conhecida com o resultado dos exames histopatológicos. Ele foi diagnosticado com a hipótese de ter dengue, leptospirose, hantavirose ou febre amarela e nenhuma opção foi descartada.
O secretário de Saúde, José Geraldo Maciel, informou que desde o dia 28 de dezembro, quando começou a mobilização da população contra a doença, 230 mil pessoas já foram vacinadas nos postos e centros de saúde da rede pública.
A vacinação contra a febre amarela continua na rede pública e o secretário estuda a possibilidade de funcionamento dos postos no próximo fim de semana. “Pedimos às pessoas que chegam de outras cidades que procurem o centro de saúde de imediato para tomar a vacina”, disse Maciel, que avalia a necessidade de instalação de postos de vacinação nas fronteiras do DF, onde todos que não apresentarem o comprovante de vacinação serão imunizados.
Trabalhador morre em Goiás
O trabalhador rural J.B.G, de 31 anos, que estava internado com suspeita de febre amarela no Hospital de Doenças Tropicais (HDT) de Goiânia (GO) desde a última quarta-feira morreu na noite de sexta-feira, de acordo com o Sistema de Verificação de Óbitos do Institudo Médico Legal do Estado.
Ele foi levado ao hospital por apresentar quadro de febre, dor abdominal, hemorragias e distúrbios renais. Segundo a secretaria estadual de Saúde, foram realizadas sorologias para febre amarela, leptospirose, hantavirose e dengue. No entanto, até que os resultados de todos os exames sejam divulgados, não há como afirmar com certeza a causa de sua morte.
J.B.G trabalhava havia dois meses próximo ao Rio Passa Três e uma usina desativada no município de Uruaçu, que é considerada uma zona endêmica de febre amarela silvestre. Ainda de acordo com a secretaria, ele não era vacinado contra febre amarela há mais de 20 anos.
Fonte: Último Segundo
Última atualização: 06/04/2010




