Pesquisa questiona dose de reforço de vacina contra febre amarela

Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, da Universidade Federal do Mato Grosso e da Universidade de Brasília lança dúvida sobre a necessidade de repetir a vacinação contra febre amarela a cada dez anos. O trabalho observou que 17 pessoas vacinadas apresentavam anticorpos contra a doença mesmo após o período de proteção. “O resultado sugere a necessidade de uma revisão do protocolo adotado pelo Ministério da Saúde”, avalia o coordenador do trabalho, o médico Morton Scheinberg.

Os pesquisadores avaliaram pacientes com artrite reumatoide – que tinham sido vacinados há mais de dez anos – antes e depois da imunização de reforço. “O trabalho mostrou que pacientes, mesmo passados os dez anos, contavam com anticorpos contra a doença”, diz o médico.

O trabalho, publicado na revista Arthritis Care & Research, salienta que outros estudos, com mais pacientes, devem ser feitos. “Se constatada a proteção por período maior, um grande volume de recursos usado para compra de vacinas poderá ser economizado”, diz Scheinberg.

O Ministério da Saúde afirma que estudos estão em curso para reavaliar essa necessidade.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

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Data de criação: 22/07/2010
Última atualização: 22/07/2010

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