Unicruz é referência na avaliação dos impactos da febre amarela nas populações de bugios na região

O Rio Grande do Sul testemunhou em 2008/2009 uma epizootia em Primatas Não Humanos de magnitude jamais documentada, causada por Febre Amarela Silvestre. A ocorrência de morte de expressivo número de Bugios, entre outubro de 2008 e junho de 2009, atingiu praticamente todas as regiões do Estado, inclusive aproximando-se da região metropolitana de Porto Alegre.

Com o objetivo de entender de que forma essa situação pode ter afetado o status de conservação desses primatas no Rio Grande do Sul, o Centro Estadual de Vigilância Sanitária – CEVS, promoveu uma Oficina de Avaliação dos Impactos da Febre Amarela sobre as Populações de Primatas no Rio Grande do Sul nos dias 26 e 27 de abril, em Porto Alegre, com técnicos de saúde, meio ambiente, ONGs e pesquisadores. A meta foi traçar um plano para a preservação dos bugios no estado.

Na ocasião o projeto PIBIC – UNICRUZ  “Conservação do bugio-preto. no município de Cruz Alta, RS” e o Trabalho de Conclusão de Curso da Especialista em Biologia da Conservação e Tecnologias Ambientais – UNICRUZ, Jamila Nogueira Valério “Alouatta caraya no município de Fortaleza dos Valos – RS”, foram apresentados na mesa redonda “Projetos em andamento pós epizootia”. Os resultados dos projetos apontam para o desaparecimento dos bugios das áreas de ocorrência após a epizootia de febre amarela, fato preocupante para a conservação da espécie na região.

O reconhecimento dos dois trabalhos apresentados pela comunidade científica coloca a Universidade de Cruz Alta como uma das poucas instituições de Ensino Superior do estado a desenvolverem trabalhos na área.

Fonte: Radio Progresso

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Data de criação: 18/05/2010
Última atualização: 18/05/2010

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